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"O mundo acabou", e agora?

Ler os textos de Manuel Castells é uma boa maneira de tatear respostas a essa pergunta.

Sociedade em rede é a resposta que ele vislumbrou para a humanidade depois que "O mundo acabou". Entretanto, como conhecer, entender e explicar essa sociedade se ela ainda está se engendrando?

Cada um de nós vai buscando suas respostas na leitura dos fatos políticos e econômicos que estamos vendo pipocar no mundo.

Além da leitura dos fatos, vale também ler boas entrevistas, como as que Castells concedeu aos jornais brasileiros nesta semana.





"Propus, em 1996, o conceito de sociedade em rede para caracterizar a estrutura social emergente na era da informação, substituindo gradualmente a sociedade da era industrial." (ler entrevista)



Mais uma da série "O mundo acabou"

Cada "mercado" está vendo seu umbigo, mas é interessante a gente juntar tudo.

É assim que se pode perceber que não é um ou outro mundo que está condenado.


De fato, o mundo todo, ou seja, o modo atual de organização das atividades humanas está se tornando jurássico. Seja atividade social, profissional, econômica, ou o que for.


Essa vem do pessoal que está de olho no "mercado" da mídia convencional.Pega isso e junta com tantas outras que você tem lido aqui no blog e em tantos outros lugares: "A desintegração do mundo da mídia tal como o conhecemos vai ser um processo longo, sangrento, sofrido." (fonte)


A desintegração dos mundos é visível, mas parece ser um exagero dizer que será um processo longo. rsrs

Fui.

Um só motivo me levou à escola.

No início deste século, eu me dispus a salvar o mundo e estava convicta de que isso significava contribuir com o bem-comum do meu metro quadrado de mundo.

Nunca soube explicar esse meu entendimento acerca de "salvar o mundo", mas, hoje, recebi o link de um artigo escrito em 2007 que traduz com clareza o que me levou a dar aulas em 2007 visando salvar o mundo.

O cenário geral exposto no artigo (ler aqui) é o único motivo que me levou à escola aos 47 anos para trabalhar como "professora".

Sou grata aos mundos que se salvaram e ao autor do artigo que esclarece COMO SALVAR O MUNDO.

:)

"O movimento Todos Pela Educação será responsável pela facilitação do uso e da documentação de estratégias inovadoras, práticas e políticas públicas, coordenando ações com atores" BID

O "acesso universal à educação de qualidade a todos os jovens brasileiros" é obrigação do poder público.

Entretanto, a matéria (ler) mostra que isso virou missão do movimento Todos pela Educação, cuja organização formal sob forma de "ong" foi encabeçada pela elite empresarial brasileira. 

E agora, o BID (Banco Internacional de Desenvolvimento) junta-se em parceria com a elite empresarial brasileira para "ajudar Brasil a cumprir metas educacionais antes do bicentenário de independência". 



Uau!

Será que o Banco internacional e a elite empresarial nacional querem para o povo a mesma educação que o povo quer? 

Que educação queremos no nosso país?

É bom você se posicionar sobre isso, se não, terá que engolir a posição adotada por outros.



"Pai substitui a escola do filho pelo cinema"

Brasil: 2012 e só agora o homeschooling começa a ser conhecido fora do círculo de praticantes.

"O Clube do Filme (em inglês: The Film Club) é um livro do escritor canadense David Gilmour, lançado em 2007, que trata da educação dada pelo próprio autor a seu filho adolescente, trocando a escola regular pelo compromisso de assistir três filmes por semana." (Wikipedia)

"Queime depois de ler"

Há filmes que "ajudam a lembrar que alienação não é um termo filosófico vago, é uma forma de vida ao alcance de todos nós." (ler)

Está passando da hora de todos entenderem isso.


A educação entrou definitivamente na pauta da sociedade? Se não, o que ainda falta?

A educação como valor social

O ministro Fernando Haddad disse que transformar a educação em um valor social é um trabalho semelhante ao processo de construção do Estado Nacional. (O Povo)

Então, vamos ficar atentos a essa construção!!!

buRRocracia, um des.privilégio da humanidade

"Professora há 33 anos, Emília Neves chega a passar 12 horas na escola «atolada em burocracia» e não são poucos os dias em que ainda leva trabalho para casa: «Nunca tive tão pouco tempo para os alunos», garante. A história de Emília Neves, professora de Filosofia na escola secundária Brancaamp Freire, na Pontinha, repete-se um pouco por todo o país." (Portugal)

Força coletiva

Olha só este videocast: "Ex-alunos colocam escola entre as dez melhores do Estado "



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